SUSPEITO de atropelar nepalês e fugir apresentou-se na GNR e assumiu responsabilidade

ALCABIDECHE- O familiar de Tânia Laranjo, que conduziria o carro da jornalista envolvido no atropelamento de um cidadão nepalês, seguido de fuga, em Carcavelos, apresentou-se, como previsto, esta quinta-feira, na GNR de Alcabideche, onde, segundo Cascais24Horas apurou, foi ouvido e assumiu responsabilidade pelo acidente.
O suspeito, que é sobrinho da jornalista, ter-se-á apresentado acompanhado de uma advogada e, inclusivamente, fazia-se acompanhar de um depoimento escrito.
Deverá dentro dos prazos legais, ser notificado e inquirido pelo próprio Ministério Público (MP) de Cascais, que o poderá indiciar, segundo o artigo 291º do Código Penal, pelo crime de omissão de auxílio, punível com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa até 360 dias.
Recorda-se que o cidadão nepalês, 35 anos, foi atropelado por um veículo Audi, registado em nome da jornalista Tânia Laranjo, mas cujo seguro está em nome da filha, a também jornalista Francisca Laranjo.
O atropelamento registou-se numa passadeira da rua drº. José Joaquim de Almeida, em Carcavelos.
O condutor do veículo acabou por abandonar o local, mas um estafeta de distribuição terá presenciado o acidente e anotado a matrícula, que as autoridades vieram a apurar estar registado em nome da jornalista, que nessa noite e à hora do acidente estava a jantar com amigos em Odivelas.
O cidadão nepalês acabou por ser transportado pelos Bombeiros de Carcavelos e São Domingos de Rana à urgência do Hospital de Cascais. Teve alta mais tarde.
Só no ano passado, na área da PSP, foram registados 373 atropelamentos em que os condutores fugiram do local e não prestaram assistência às vítimas.
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