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RECLUSO mata companheiro de cela com ferro na cabeça na cadeia do Linhó
Atualidade Segurança

RECLUSO mata companheiro de cela com ferro na cabeça na cadeia do Linhó

Fev 28, 2026

ALCABIDECHE- Um recluso, 24 anos, foi morto, este sábado, de madrugada, com um ferro na cela que partilhava com outro, no Estabelecimento Prisional do Linhó, na freguesia de Alcabideche.

A vítima, Diogo R, encontrava-se a cumprir sete anos e sete meses de prisão por homicídio simples na forma tentada a que fora condenado por um tribunal nortenho, embora conste da sua ficha outros crimes, como violência doméstica, roubo, coação, furtos e ofensas à integridade física.

Já o alegado agressor, Hugo P, 25 anos, está condenado a uma pena de oito anos e nove meses, por roubos, ofensas à integridade física e detenção de arma proibida.

A agressão fatal terá surgido na sequência de uma altercação entre os dois reclusos, segundo divulgou a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, citada pela agência Lusa.

SUSPEITO do crime (Foto à Esquerda) e vítima (Foto à Direita)

O incidente registou-se quando um dos reclusos atacou o outro na cabeça com um ferro retirado da cama, provocando-lhe a morte.

Um guarda prisional apercebeu-se da agressão e pediu a comparência de uma enfermeira de serviço, que confirmou a ausência de sinais vitais.

Foi, ainda, ativado o INEM, cuja equipa acabou por confirmar o óbito.

Negligência prisional?

Consta que o alegado autor do assassínio do colega de cela é um recluso que sofre de esquizofrenia e na cadeia do Linhó protagonizou pelo menos três surtos violentos, tendo em algumas situações engolido l^ªaminas e pilhas e até agredido um guarda prisional.

A família e o advogado revelaram que desde há cerca de três anos que veem alertando os serviços prisionais para a necessidade de transferir Hugo P para o Hospital Prisão de Caxias.

Nada foi feito e agora acusam os serviços prisionais de negligência.

Entretanto, a Associação de Apoio ao Recluso anunciou que vai apresentar à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma queixa por eventual negligência dos Serviços Prisionais no homicídio.

“A APAR vai apresentar queixa à Procuradoria-Geral da República PGR), por eventual negligência dos serviços, porque considera inadmissível que seja permitido que um recluso com doença mental reconhecida, para mais com acesso a drogas, como os serviços reconheceram várias vezes, partilhe a cela com outros reclusos”, sublinha a associação.

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