PJ centra em Cascais buscas para identificar quem atirou para o lixo menina com cerca de dois meses de vida


CASCAIS- A Secção de Homicídios da Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e Vale do Tejo está a centrar no concelho de Cascais a investigação para identificar quem lançou para um contentor de lixo uma bebé com cerca de mês e meio a dois meses, cujo corpo foi descoberto no dia 12 na triagem da Tratolixo, em Trajouce, apurou Cascais24Horas. A investigação, contudo, poderá ser acelerada caso exista alguém, a coberto do anonimato, que possa fornecer informações, nomeadamente sobre alguma grávida, cujo bebé tenha deixado de ser visto na chamada área de conforto da parturiente.
Conforme Cascais24Horas noticiou na altura, o corpo foi encontrado na sexta-feira passada, ao final da tarde, por funcionários em serviço na linha de separação de resíduos sólidos, que pararam a atividade perante a bizarra descoberta até à chegada das autoridades.
Para já e, segundo Cascais24Horas soube, os investigadores da PJ concluíram que a bebé foi alegadamente recolhida por um dos veículos da Cascais Ambiente de um contentor no concelho de Cascais, não obstante a Tratolixo receber resíduos de três outros concelhos.
Era do sexo feminino e, ao contrário do que foi largamente noticiado pela generalidade da Comunicação Social, não possuía o cordão umbilical, só existente em recém-nascidos, o que não é o caso.
A bebé foi, entretanto, autopsiada no Gabinete Médico Legal da Guia, em Cascais, desconhecendo-se qual o resultado, embora não existam dúvidas de que foi vítima de um crime de homicídio.
A autópsia permitiu, ainda, a recolha de ADN para determinar a origem da bebé, isto é, a nacionalidade dos progenitores.
Segundo Cascais24Horas apurou, os investigadores estão confiantes de que poderão resolver este caso muito em breve.
Embora não disponham de certezas de que a criança tenha nascido num hospital, os investigadores também estão a desenvolver diligências junto de várias unidades de saúde, no sentido de obterem alguma pista.
Segundo caso num ano
Já em agosto do ano passado, conforme Cascais24Horas então noticiou, na mesma plataforma de separação de resíduos da Tratolixo, em Trajouce, tinha sido encontrado o corpito de um recém-nascido, de pele meio escura, com o cordão umbilical cortado e com marcas de fralda.
A morte, em circunstâncias desconhecidas, terá ocorrido acidental ou propositadamente horas depois do nascimento e/ou um ou dois dias depois, mas até hoje a PJ não conseguiu chegar aos presumíveis responsáveis.
