17 de July, 2024
Galera encerra ao fim de 49 anos e filho de fundador envia “Carta Aberta” a Carlos Carreiras
Atualidade Exclusivo

Galera encerra ao fim de 49 anos e filho de fundador envia “Carta Aberta” a Carlos Carreiras

Mar 1, 2024
EMBLEMÁTICA e histórica loja encerrou 49 anos depois de inaugurada

Por VALDEMAR PINHEIRO | 15h14

Ao fim de 49 anos de atividade, a vestir com roupas de alta qualidade ricos e famosos, mas também o comum dos cidadãos, a Galera Modas, conhecida nacional e internacionalmente, encerrou as suas portas em janeiro, em Cascais. É mais uma reputada loja que desaparece da vila que perdeu completamente o glamour que sempre a caraterizou e vítima também do declínio em que há algum tempo entrou o comércio local.

“A aposta na qualidade e serviço cimentou reputação de estabelecimento que ganhou lugar na preferência de milhares de clientes, em várias gerações de cascalenses”, recorda João Aguiar, filho do fundador – o conhecido e respeitado empresário Joaquim Aguiar, que inaugurou a Galera Modas em 06 de agosto de 1974 na rua Sebastião José de Carvalho e Melo e hoje, com 85 anos, desiludido com a descaraterização a que Cascais chegou nos últimos anos, rumou para Coimbra, onde passou a viver.

Padrões e notáveis

O filho, João Aguiar, que tomou as rédeas do negócio, lembra, ainda, a Cascais24Horas, que “os últimos anos, porém, ditaram uma acentuada alteração na conjuntura comercial da Baixa de Cascais, com quebra de padrões a que a Galera habituou os seus clientes, oferecendo as melhores marcas e tendências”.

Durante décadas, a Galera vestiu clientes notáveis das áreas da politica, da cultura e do desporto. Entre eles, o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o falecido Presidente Mário Soares, o antigo e entretanto falecido Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, o escritor Jorge Amado, o Piloto de Fórmula1 Ayrton Senna da Silva, os exilados Rei Umberto de Itália e Conde de Barcelona, os Comendadores Rui Nabeiro, entretanto também falecido, Horácio Roque e, entre outras, as familias Germano de Sousa, Jorge Brito, Teodoro dos Santos, Stanley Ho, Espírito Santo.

GALERA Modas foi inaugurada em agosto de 1974 e esta imagem mostra a sua montra de abertura

Atores como Herman José e os saudosos Nicolau Breyner e Raul Solnado foram também alguns dos clientes da Galera, a par de figuras do mundo futebolístico, como, por exemplo, Eusébio , Paulo Sousa , Rui Costa , Luís Figo , Paulo Futre, Eriksson ex treinador do Benfica e Carlos Queiroz e, ainda, do poder autárquico, como os antigos presidentes cascalenses Antônio Gonçalves Ferreira, Carlos Rosa, Georges Dargent, José Luís judas e António Capucho.

“Decidido o encerramento, é agora tempo para pensar se valerá a pena regressar noutro local de acordo com as expetativas dos clientes”., diz João Aguiar que, entretanto, enviou ao presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, uma “Carta Aberta”, à qual Cascais24Horas teve acesso e que passa a reproduzir na íntegra:

CARTA ABERTA

À atenção do Exmº Sr. Presidente da Câmara de Cascais, Dr. Carlos Carreiras

É um privilégio viver e visitar Cascais. Deveria ser também trabalhar em Cascais, particularmente na atividade comercial, que nos últimos anos tem registado forte decadência.

Sentem, os comerciantes de Cascais, uma acentuada quebra de qualidade na oferta e no enquadramento geral da atividade, perdendo-se em exclusividade e clientes. Sentem, os comerciantes de Cascais, um notório desacompanhamento por parte da sua Câmara Municipal em impulsionar o comércio de qualidade e devolver à Vila o “glamour” de outros tempos, com novos argumentos contemporâneos.

Muitos exemplos se podem apontar. Entre os mais visíveis, será difícil não reparar na rua Direita, como a CMC permite que as lojas de “souvenirs” ocupem a via pública, de forma abusiva, para a exposição dos seus artigos, sem a mínima preocupação estética, denotando falta de cuidado e estratégia comercial.

Ainda nesse exemplo, se a intenção é permitir essa forma de promoção dos produtos, não faria sentido a utilização de expositores uniformes para todas as lojas, com uma imagem apropriada à imagem de Cascais?

O mesmo se aplica aos espaços ocupados por esplanadas, onde cada um coloca as mesas e cadeiras que bem entende – na maioria dos casos equipamentos sem qualidade fornecidos por marcas de fabricantes de bebidas – quando todos teriam a ganhar com a utilização de mobiliário uniformizado e de bom impacto visual, à semelhança do que se pratica em muitas estâncias de Itália, Espanha, França (e muito mais), onde a intenção de atrair turismo de qualidade se evidencia através de pequenos pormenores que caracterizam um bom ambiente.

É no detalhe que reside a diferença. E as “forças vivas” da Vila apreciariam um maior dinamismo por parte da CMC no apoio ao comércio na Baixa. A oferta de tempo de estacionamento para quem pretende fazer compras, ou tratarem de outros assuntos seria uma medida bem-vinda para conforto dos utentes e dinamização da procura.

Ainda no que diz respeito ao tráfego na mesma zona, seria interessante rever a situação da circulação das bicicletas em zonas pedonais, uma constante que tem resultado em frequentes atropelamentos. Porquê a colocação do parque de bicicletas junto à estação, quando, de facto, deveria estar localizado nas imediações da ciclovia?

Na mesma zona são frequentes, no inverno, fumegantes assadores de castanhas, cujo cheiro invade o interior dos estabelecimentos. Em momentos de preocupação com o ambiente, não deveria a CMC obrigar à utilização de assadores elétricos, com o mesmo resultado gastronómico mas sem emissão excessiva de fumos?

E continuando na Baixa de Cascais, outros assuntos nos merecem chamada de atenção.

Os concertos nas Festas do Mar, ao contrário do que se possa pensar, não resultam em nenhum acréscimo significativo da atividade comercial. O que sucede é que a multidão que toma conta da zona vem apenas para os concertos e, nesses dias de verão as lojas deixam de faturar, sem que a CMC tome qualquer medida para compensar o comércio local. Concertos sim, mas em zonas mais propícias, como por exemplo no Hipódromo, que tem resultado bem em outras iniciativas.

E aí mesmo ao lado, no Parque Marechal Carmona, temos, em dezembro, uma Feira de Natal com acesso pago – só para entrar – que além de obrigar muitas famílias a ficarem “à porta”, impede a normal utilização do parque a centenas de crianças que no dia-a-dia utilizam as áreas de lazer infantis. Uma situação a repensar.

De facto, são as novas construções e urbanizações que parecem estar no eixo dos trabalhos e arranjos da Baixa de Cascais. O espaço público não merece grande atenção. Cascais não tem, por exemplo, uma fonte digna desse nome, um espaço com água, para usufruto dos que cá vivem e quem vem de fora.

Outras estruturas parecem-nos mal pensadas, como a área de restauração na antiga lota da Vila. São cerca de 2000 metros quadrados para um único restaurante, perfeitamente desproporcionado e subaproveitado, quando o espaço poderia ser repartido com um conjunto de estabelecimentos de qualidade, emprestando outro dinamismo à Vila.

Cascais precisa que o seu governo esteja com as pessoas. Habitantes e comerciantes de Cascais gostariam de sentir que a sua Câmara trabalha em defesa de um local carismático e diferente, marcado pela qualidade, onde as pessoas estão em posição central. Seja na qualidade dos equipamentos seja nos incentivos à geração de melhores condições de trabalho.

No que respeita a promoções comerciais, por exemplo, durante o período da epidemia de Covid, a CMC atribui incentivos como isenção de taxas de toldos e explanadas. Em comparação, a Câmara Municipal de Sintra, atribuiu cheques de 5000 e 3000 euros, respetivamente a restaurantes e lojas.

Já para não falar nas “facilidades” concedidas para instalação de unidades de grandes grupos internacionais em detrimento do tecido empresarial local, que a CMC parece ignorar, em vez de contribuir para elevar o padrão atual.

Até parece que a CMC não quer lojas e muito menos comércio de qualidade… sendo o comércio a principal atividade do Concelho.

Melhores cumprimentos

João Carlos Aguiar

54 Comments

  • Como cascaense há 62 anos, filha e neta de cascaenses, subscrevo esta carta.
    Cumprimentos à familia Aguiar.
    Ana Borges

  • Uma carta repleta de verdade!
    Aproveito para acrescentar, que o problema não se cita apenas na Vila, mas muitas mais áreas circundantes.
    Como por exemplo: Quinta da Ingleses, Aldeia de Juzo, Birre, Areia Guincho, e muitas mais.
    Aglomerados de betão é o que a CMC quer.
    Não é a CMC represente de todos os habitantes no Concelho de Cascais?
    A CMC está a brincar com coisas demasiado sérias.
    Tem a obrigação de ouvir os seus habitantes, e não fazer apenas e só o que mais lhe convém, vá-se lá entender…

    • “Aglomerados de betão é o que a CMC quer”…exatamente, uma segunda versão do “Judas”.

    • Infelizmente, a linda vila de Cascais está totalmente descaracterizada… e viver no centro de Cascais passou a ser um pesadelo, desde o estacionamento, ao trânsito, ao aglomerado de betão, ao ambiente que se vive… a qualidade de vida no concelho deixou há muito de ser uma prioridade! Muitos dos residentes de Cascais saíram ou pensam sair… muito triste!

  • Para quem conheceu uma das vilas mais bonitas e emblemáticas de Portugal que é Cascais, hoje em dia mete dó de ver no que se tornou. Por favor, Ponham regras e não permitam que hajam tantas lojas de paquistaneses, e todas elas a oferecem o mesmo artesanato barato made in china. Nem sequer há um produtos de artesões Portugueses. Quem quer vir passear pela vila de Cascais quando “está” nada oferece é triste! Ainda estamos a tempo de mudar e fazer a diferença!

  • É uma pena que a evolução dos tempos tenha este lado da moeda. A parte má. Cascais nunca teve muitas lojas mas sempre teve boas lojas: casa Tomás, Galera, Della, Bella Epoque, Charlot, óptimas joalharias, a Migacho, aTara, e outras que aqui não me recordo. A Rua Direita era uma alegria contagiante pelas suas valências várias, os restaurantes de Cascais eram uma referência. O Fim do Mundo, o Costa Azul, o Frango Real, os Doze, o Pipas, o João Padeiro, tantos e tão bons. Tinha vida noturna, enfim era Cascais. Tudo se perdeu, tudo. As Galeras da nossa vila fecharam e deram lugar ao que se vê. Foi-se o cachê de Cascais e ficou o que se sabe. E assim se estraga um Concelho inteiro. O Estoril então é de fugir!!! Resta-nós o mar que ninguém consegue estragar.

  • Livrem-se de por mais indianos aí.É uma vergonha essa rua.

  • Revejo-me completamente nesta carta. O que Cascais era e no que se tornou, faz muita pena . Sinto muitas saudades do Cascais de antigamente.
    Quanto à loja Galera, o meu Pai sempre se vestiu lá. Dizia sempre “vou ver o que o Joaquim da Galera me aconselha”. Também para a minha Mãe era lá que comprava todos os presentes…
    Seja onde for que voltem a abrir a Galera, desejo o maior sucesso!

    Madalena Mello Machado

  • Com esta carta aberta foi tudo dito.
    Subscrevo o que foi dito.
    Descaracterização do nosso Cascais.
    Não ou acrescentar mais nada, já tudo foi muito bem dito.

  • A caminho dos 64 anos nascido no Estoril e residente em Cascais,desde que entrei na escola primária assino por baixo a carta enviada ao Presidente da Câmara.
    Trabalhei perto da Galera ( no Queens na praia da Rainha) no início dos anos 80 e era um mar de gente que subia e descia a rua direita.
    Agora infelizmente ao caminhar para lá cheira a especiarias e a rua parece um deserto.
    Todas as referências da rua desapareceram e não é preciso enunciar os seus nomes.
    Quem é de Cascais ou quem vinha a Cascais sabe do que falo.

  • É com muita pena que assisto a mais uma das nossas Lojas de Qualidade como a Galera fechar as portas com artigos de excelência o meu irmão enquanto esteve vivo não abdicava desta loja pelo garante de qualidade

  • Infelizmente completo factos : uns monstros deitados em todos os acesso no concelho de cascais , logicamente não consigo compreender , danificam em casa passsgem todas as viaturas ligeiras , na suspensão , empenam rodas , danificam e
    comprometem segurança rodoviária em consequência de deformação da estrutura de qualquer pneu independentemente da sua qualidade . Será que existe negociata na venda e colocação das mesmas barras de aço deitadas ?? Deveras monstros ao pé das antigas e suaves lombas a que chamava mos polícias deitados ….. constato que planeamento …verificações e auditorias não existem ! acho que posso chamar desevolucao . Enfim NO MORE COMENTS fico triste a ver o concelho e as viaturas a sofrerem em todos os percursos …

  • Cascais, onde nasci e moro está a maior vergonha que já vi. Subscrevo em tudo a carta ao presidente Carlos Carreiras do João Aguiar. Querem fazer disto um Mónaco? Nunca devem ter lá ido. Uma piroseira, descaracterizada, Sinto uma tristeza iensa ao que têm feito por esta Vila tão maravilhosa. E o slogam da CMC é “ Cascais elevada ás pessoas” Não será Cascais elevada ao mau gosto. Também o que se espera????

  • Subscrevo na íntegra!

  • E já decerto todos cascaenses e visitantes todos os dias circulam com as suas viaturas nas estradas do referido concelho com aqueles monstros de aço no chão que não sei o nome . Danificam toda a estrutura das viaturas e comprometem futura segurança . Não posso afirmar mas será que existe negociata em campo?factos : sem planeamento … verificações e auditorias a verificarem estados das viaturas ligeiras nas inspeções . Triste tratar desta forma horrenda as nossas viaturas .. uma forma retrógrada a evolução e segurança enfim comprometendo assim todas as acessibilidades ao concelho . Triste esta forma de viver … em prol de uma falta de tudo a quem decide assim o futuro .NO MORE COMENTS

  • Boa noite subscrevo 100% esta carta aberta; nascida e criada em Cascais, hoje nem oferecida residiria em Cascais, perdeu mesmo tudo o que a fazia única.
    Infeluznente

  • Nos meus 20 anos ouvi numa assembleia municipal o Campilho dizer que Cascais nunca seria Rio de Moura (sem ofensa) porque os preços das casas seriam sempre mais caros. Pois bem, aqui chegámos! O Cascais que conheci desde que nasci desapareceu! Qualquer estrada tem 4 km de fila, não nos conseguimos mexer e parece a rotunda do Saldanha em Lisboa. As estradas são as mesmas desde os anos 80! Há guetos de estrangeiros ricos (ganharam-no de forma honesta??) onde já não há sequer portugueses quanto mais cascalenses! Casas de 7 milhões com lotes de terreno de 400m2 de terreno… a rua direita é uma tristeza lá ir! Um local de prestigio quando tinha 15 anos e que agora está cheia de indianos a vender bugigangas de 1 euro para os turistas que veem tornar impossível viver em Cascais. Com a continuação desta política os únicos portugueses em Cascais vão estar na câmara de Cascais até ao dia que estrangeiros se candidatem como já acontece no Algarve! Não vendam Cascais! Herdaram um tesouro e garantam que o transmitem à próxima geração de cascalenses! Há muitos episódios de insegurança como magnatas russos e brasileiros a ameaçar portugueses no restaurante monte mar e que o Pinto Coelho nada faz! Cuidado com a origem do dinheiro que recebem! Fico muito triste em saber que a Galera fechou! RIP e obrigada por fazerem parte do nosso antigo Cascais que já não existe!

  • Com grande desgosto ,sendo cascaence e que toda a minha vida foi nesta linda vila assim como de trabalho, conheci perfeitamente afamilia Aguiar, aonde minha mãe trabalhou para essa grande loja e estimados clientes que ainda hoje os que estão vivos me perguntam por ela com muito carinho é uma pena o que aconteceu a esta linda e emblematica rua direita que a 62 anos conheço e todos os dias sinto nostalgia do que fizeram dela

  • A Galera sempre foi uma loja muito especial em Cascais. Era de longe a melhor loja. Lembro-me miúda de comprar com muito esforço umas calças de bombazina ,cor de vinho, que eram um espanto! tenho muita pena que tenha fechado, mas admiro também a vossa persistência nestes últimos anos a lutar contra o horror que se transformou rua direita !
    Obrigada à família Aguiar ,por nos ter presenteado com esta loja magnífica, durante tantos anos
    Teresa Andrade

  • Uma vergonha Cascais entregue à bicharada, linda vila absolutamente descaracterizada, atabalhoada de betão, só parolos, e o que era bom acabou.
    Cascais já era, muitos cascaenses saíram já não se suporta.

  • Concordo be Muitíssimo mais poderia ser acrescentado a carta do ilustre comerciante que vestiu os meu avós, pais, a mim e ainda o meu irmão e os meus filhos.
    Uma longa história e uma loja de referência sem dúvida e em qualquer lugar, trazia uma imagem destinta, clientes condignos.
    Verifico que ao invés de sustentar a tradição e história de uma vila única com foi Cascais, desde há vários anos, a escolha democrática, levou a que fosse autorizada uma CMC a fazer o nivelamento por baixo, como é notório para tudo que é socialista, e seus interesses, que assim se tenha perdido as ligações e se tenham mantido pilares de referência de uma cultura desta vila que esteve conotada como a “cote d’azur” de Portugal.
    Hoje perde se mais uma loja de referência, entre outras.
    Nascem como ervas daninhas, lojas sem qualquer tipo de interesse, infelizmente, a penas a vender souvenir made in china, de Muitíssima má qualidade, sem qualquer regra ou carisma local.
    Nao se criam bitolas e uniformiza padronização de apresentação de nada, com a base de tudo que sempre foi o nível e cultura de Cascais.
    Permite se fazer um Estoril- Sol, e um novo parque imobiliário no antigo pao d’acucar, entre tantas outras aberrações imobiliárias.
    Ficamos com um trânsito medonho, sujeito a um planejamento vindo de loucos ou de quem nunca viveu em Cascais, e continua a selvajaria sem haver sequer referendos, gastando milhares de euros, onde quem tem uso fruto, sao as imensas populações de estrangeiros, que nem entendo onde vivem, a circular por a vila de Cascais que a torna igual a um subúrbio de uma cidade na Índia, Paquistão ou de uma cidade em algum pais africano, onde so falta os letreiros estarem em outra linguagem, talvez chines, ou algo assim.
    A todos que leiam e concordem, talvez não votem neles e aplaudam o que isso é hoje,
    Para os que votaram, e gostam do que aqui hoje se vive, apenas digo, continuem a votar neles.
    Para mim CHEGA.
    A solução vai demorar anos a poder ser restabelecida uma vila como foi Cascais, mas nunca mais será igual!

  • A câmera de cascais está completamente corrompida.
    Construção á doida , rua direita uma vergonha.

  • Assim se transformou Cascais numa Benidorme como já se previa.
    É desolador andar nas ruas da baixa de Cascais…

  • Está tudo muito bem mas as castanhas assadas no forno eléctrico é que nunca. Fico triste com o encerramento da Galera pois foi lá que eu comprei o meu fato de casamento ,já lá vão 39 anos.

  • Concordo. E chocante a degradação do espaço público em Cascais e também em Lisboa e na generalidade do país. Para além das razões já apontadas na carta aberta com destaque para a praga das lojas de souvenires que mais não são do que meios de exploração dos imigrantes (alguém acredita que consigam facturar para pagar as rendas?), a publicidade partidária constante mesmo fora da altura das campanhas eleitorais e outra chaga sem paralelo noutros países europeus.

  • Realmente o que salta à vista de todos em minha opiniao é a Rua Direita…. completamente desvirtuada daquilo que representa a Vila de Cascais. Se esse é o cenario que queremos para Cascais entao o futuro é mesmo muito mau.
    Aqui a CMC tem muita culpa

    • Muito triste vivi em Cascais quase toda a minha vida já saí de Cascais há 8 anos tive sempre uma certa saudade mas quando comecei a ver no que fizeram de um Cascais tão Lindo perdi a vontade de ir visitar

  • Tantas saudades dos tempos antigos da minha querida vila de Cascais .trabalhei 40 anos na firma António Bernardino de Almeida mtas mtas saudades .

  • Absolutamente verdade! Esta vereação está a destruir Cascais e o Estoril permitindo a construção em cada cm2. Ao pé desta vereação Judas era um menino e tantas foram as marcas negativas que deixou! A Rua Direita então é o caos! Hoje dia 2/3/2024 apercebi-me que mais uma loja de bujigangas abriu na antiga padaria Panisol! Há mercado para tantas? Coisa estranha! E a câmara não pode fazer nada! Não acredito! Eu sempre conheci a Galera e antes dela a Casa Tomás onde o Sr Joaquim trabalhava e onde eu ia com o meu pai. Vendeu-me o meu primeiro Kispo nos idos setentas! A Galera era um icone. O seu desaparecimento faz impressão, embora talvez não se tenha também sabido adaptar aos tempos modernos! Eu já la não entrava e o seu espaço antigo também foi invadido pelas bujigangas.Oxalá possa regressar com novo folego!

  • Subscrevo esta carta e a sua narração do infeliz declínio que Cascais tem vindo a sofrer. Só permanece a memória dos tempos glamourosos de outrora e a ténue esperança de num futuro próximo os reviver.

  • Ah ! Cascais !! vivo nesta vila há 50 anos .. Tanta alegria tinha .. havia vida e muito mais distrações que de hoje em dia.. os Lisboetas vinham divertir se em Cascais. Apesar de bons restaurantes, havia boas lojas, como está da Galera onde era cliente, discotecas.. uma circulação normal porque hoje e só confusão em todos os lados .. Já não me apetece sair de casa para ir a Cascais .. fazer o qué ? e um aborrecimento autentico … Há poucos dias estive numa pequena vila estivale em Espanha.. Que diferença .. era tão agradavel não ver estas lojas de souvenirs que se multiplicam em todos os lados e o resto que até doi só de falar disto.
    Subscrevo esta carta de tudo o coração e parabéns ao Sr que tive coragem de escrever la, só que a CMC tera esta mesma coragem para resolver alguma coisa positiva ?

  • Com o Sr. Tijolo não vamos longe!
    Subscrevo as suas palavras na integra. Apenas quero adicionar um aspecto. Quando não se está ao nível do cargo que se ocupa, pouco à a fazer. Pobre Vila de Cascais!!!

    • Sr. Tijolo e Sr. Concertos !! No Verão é todos os dias e a toda a hora!!! Mas quem pediu isto ?? Adorava saber onde vive o Carreiras para montar uma barraca com música à frente da casa dele todos os dias das 20h às 24h de Maio a Setembro como acontece actualmente na feira do Artesanato. Cambada de gentinha mal educada e sem respeito pelo próximo. O importante é o lucro venha ele de construções de mais condomínios, festivais de música, feiras etc

  • Tanta gente a reclamar, mas chegam as eleições e continuam a votar neste cancro que está a acabar com o concelho.

  • È com muita tristeza que , passo nas ruas de Cascais, e nada me faz lembrar os meus tempos de miúda , nasci em Cascais mas hoje é com muita magoa que digo não reconheço a terra que me viu crescer. faz impressão tudo diferente mas para pior.

    • Subscrevo na íntegra esta carta. Cascais já nada tem a ver com a vila dos bons tempos, estou por cá desde 1977 e o que se tem visto é, paulatiinamente, o betão a ocupar tudo, a pressão hurbanística é enorme originando uma menor qualidade de vida a quem cá vive. Os engarrafanentos de transito são uma constante, a qualquer hora do dia as filas de carros são intermináveis e não se vê uma obra que seja para tentar dar solução a este particular. Por este andar ver-se-á em pouco anos Cascais ocupada por estrangeiros e só, restará porventura a Câmara e os seus funcionários (até quando?).
      Tenho muita pena de ver isto tudo a acontecer… .
      Cumprimentos
      José Mariz Pedras

  • Erros inadmissíveis cujos efeitos são a maior parte das vezes irreversíveis. A responsabilidade dos que por obrigação de palavra e juramento deveriam fazer cumprir as regras e quem não se pedem responsabilidades.
    A descaracterização de uma região é o maior dos erros que se pode fazer, sendo inúmeros os exemplos do que refiro.
    O excesso de construção e a falta de infraestruturas já é uma realidade com mais de 20 anos e não sabemos nada sobre os enormes volumes que já foram vendidos e assegurados embora mantidos no maior segredo para evitar reações negativas, a Gandarinha é já o novo escândalo e exemplo de como destruir e desvalorizar .
    Zonas tão exclusivas como estas da Costa de cascais não pode nem devem ser entregues à vontade de cada um sem um plano geral perfeitamente definido e inviolável. Quem quiser investir é muito bem vindo mas dentro de regras concebidas na defesa do direito de todos os residentes e visitantes desta exclusiva área

  • Perfeitamente de acordo com o teor desta carta já que e totalmente verdade,nada a câmara tem feito a não ser destruir a beleza do passado com cimento armado ,descarterizando Cascais.veja se o absurdo de construção em frente a baia,as ruas esburacadas,o comércio sem organização,o pagamento abusivo do estacionamento até aos domingos,a destruição da quinta da marinha com construção de bradar aos céus e teria muito mais a dizer.

  • EU JA TEM COMENTO E UMA VERGONHA O QUE TEMOS ESTADO A VER POSSIVELMENTE MAIS UMA LOJA TIPO CHINATOWN QUE E O QUE JA PARECE ESSA RUA.SEM MAIS

  • Estou totalmente de acordo,destruíram a beleza desta linda vila com o cimento e as aberrações arquitetônicas como por exemplo o novo hotel no Estoril e já não falando do horror de edifício onde estava o Estoril Sol,em prol da construção tem-se destruído Beleza da vila de Cascais ,a rua direita é um horror com o comércio que por lá existe,há dias fui a Cascais e não queria acreditar parecia que estávamos numa rua marroquina,vivo no Estoril e graças a Deus está um pouco mais conservado,mas já há alguns sinais da invasão do cimento ,oblações de casa que estão a construir no Golfe do Estoril e por aí fora.É urgente novas directrizes para Cascais,Cascais não merece o que se está a fazer de horroroso numa vila com características como as desta linda vila

  • Trabalhei e residi muitos anos no concelho de Cascais. Estudei, como trabalhador-estudante na D. Regina (o marido era gerente da Policarpo frente ao Sao José. Muitas vezes comi na Económica Casa de Pasto. Estudei inglês em Cascais na casa de Mrs Holmes. Passar pela rua Direita era comum nos meus tempos de solteiro. Aliás, a minha aliança de casamento e da minha mulher foram aí compradas, na Ourivesaria Carlos. Embora possua um apartamento no concelho(Parede), não resido lá. Andava há que tempos para ir relembrar outros tempos. Fui de comboio. Os meus passos levaram-me para ruas e praças que já conheciam. Não reconheci. Apanhei o comboio de volta e regressei no mesmo dia ao Ribatejo.

  • De acordo, nascida e criado no Estoril, Cascais foi sempre um ponto de referencia. Esta completamente descaraterizada.
    As minhas primeiras calcas de ganga Lois foram la compradas.
    Assino e subscrevo.

  • Subscrevo na integra tudo quanto foi quer mencionado na carta quer nos comentários anteriores.
    Sou uma Cascalense de 46 anos, nascida na antiga maternidade de Cascais. Vivi no centro de Cascais e na Areia. Frequentei as escolas do Concelho (Pereira Coutinho e Secundária de Cascais). Frequentei o Santini, fiz muitos trabalhos de Grupo no Tchipepa enquanto comiamos gelado.
    Em adolescente tinhamos o verdadeiro sentimento de férias de Verão no Largo de Camões… a nossa Cascais!
    A Galera acompanhou toda a minha juventude (a nossa roupa e ténis da “moda”)… Toda a minha familia é de Cascais e da Areia, por isso é com enorme tristeza ver no que estão a transformar esta linda e unica Vila. Completa pseudo-anarquia no comércio e construção. Uma Cascais que está a perder a sua identidade e beleza, ofuscada por lojinhas e betão. Por isso Sr. Presidente abra os seus olhos, respeite a nossa tradição e os Cascalenses. Quero voltar a passear na minha Vila..Percorrer a Rua Direita e ver o que a sempre caracterizou. Quero que a minha filha tenha o usufruto da terra que faz parte da historia de toda a sua familia! Devolva Cascais aos Cascalenses e ajude a mostrar a quem nos visita o que tornava Cascais tão atrativo. Porque atualmente a beleza de Cascais está demasiado ofuscada e enterrada em betão (sem as infraestruturas necessárias) e em “comércio” que nada nos caracteriza.
    Carla Batista

  • Já nada é como era..
    É uma tristeza 😔 enorme..
    Concordo plenamente.

  • Lamento descordar, trabalhei perto de 25 anos na Galera ,depois de a casa Glória fechar, a Galera teve anos maravilhosos ,com muito trabalho todos os nomes e mais alguns que foram descritos , eu conheci quase todos a Galera era uma família, a direção do Joaquim o trato com os clientes, com os fornecedores e com o seu staf. sempre foi da maior educação e amizade . O problema da decadencia e portas fechadas, na minha opinião não é das lojas dos suvenirs nem da camara, mas sim da falta de conhecimento e gestão do sr, João Carlos Aguiar que correu com todos clientes fornecedores e pessoal só resta a lembrança da grande loja GALERA onde trabalhei com Guida, João,Floriana, Carminho,, Odete, Manela Mendes .Raul,Nobre. outros que não me lembro fica nas nossas lembranças

  • Subscrevo a carta na íntegra, é urgente pensar Cascais.

  • 100% de acordo com o Sr. João Aguiar.
    Esta Vila, sem dúvida a mais bela de Portugal, encontra-se em acentuado estado de degradação, tendo em consideração a miserabilidade desta CM e o desprezo a que vota os seus munícipes.
    Deixemos a Rua Direita, com os seus cento e poucos metros de extensão e das suas 14 tendas de souvenirs além de outros, sem qualquer ordenamento e usurpando o espaço público.
    E vejamos:
    As mais profundas obras no paredão, anunciadas em 2021 a um Mês das eleições autarquicas, por Miguel Pinto Luz com pompa e circunstância num boletim da CMC, que me parece, desapareceu.
    Obras zero.
    Requalificação da zona circundante à Fortaleza… uma autêntica VERGONHA. O orçamento deve ter sido desviado para outros bolsos, e não chegou para os acabamentos.
    O novo passeio na Baia até ao clube Naval, não tem qualquer utilidade, a não ser para observar as novas “barracas” que antes de começarem a ser utilizadas, já devem necessitar de novas obras.
    E etc, etc, etc,
    Parece que o anunciado pelo Presidente, ao anunciar que pretendia dedicar-se à actividade privada para assegurar com maior rebustez a sua reforma, já não estará no horizonte.
    Ainda há muito a ganhar no espaço Público.

  • Completamente de acordo com esta carta, que fica todos os aspetos mais tristes da mudança de Cascais, desde há 40 anos até agora. É tal e qual . Muito triste para todos os que viveram em Cascais desde pequenos, ver a nossa Rua Direita transformado num “viveiro” estranho de lojas fora do estilo que a caracterizava . Que tristeza !
    Espero que o Sr Presidente da CMC tenha o cuidado de ler a carta e reflita sobre tudo o que diz.

  • Esta loja de roupa era a mais bonita de Cascais. João tinha feito dela um ponto de encontro de elegância. É triste ver todos os lugares emblemáticos como a Cascais Villa desaparecerem por razões muito más, muitas vezes vergonhosas.
    Cristiano

  • Deus Não Dorme

  • Acho que se deviam compilar todos os comentários e enviar como carta aberta para a CMC

    • Todos sem exceção estão tristes como eu e escreveram uma grande verdade: os últimos presidentes de Câmara odeiam e por isso destruíram Cascais.
      É com uma mágoa enorme que olho para Cascais!
      Sr. Carreiras, comece a Gostar de Cascais!

  • Todos sem exceção estão tristes como eu e escreveram uma grande verdade: os últimos presidentes de Câmara odeiam e por isso destruíram Cascais.
    É com uma mágoa enorme que olho para Cascais!
    Sr. Carreiras, comece a Gostar de Cascais!

  • Fui cliente da Galera, notabilíssima loja de modas muito no centro de Cascais, desde meados dos anos 80, portanto há já mais de trina anos, a caminho dos 40…
    Foi lá que me vesti muito elegantemente com as notáveis e melhores marcas de vestuário que representavam e comercializava, com particular destaque para as camisas feitas por medida e especialmente para as gravatas italianas que ainda hoje conservo e estimo. Não posso deixar de referir a excelência e simpatia de todo o seu staff!
    Foi com muita tristeza que tomei conhecimento do Vosso encerramento. Bem sei que o mercado e as condições do mesmo se alteraram com o passar dos anos, mas acredito que para as lojas daquele gabarito existe sempre um lugar, qualquer que seja o mercado.
    Parece-me contudo que a autarquia de Cascais não terá sabido olhar e cuidar da organização urbana local, no sentido da manutenção da elegância e do glamour que a Vila de Cascais e particularmente aquela zona da Rua Direita merecem, tendo permitido a sua degradação, e tirando portanto lugar ao comércio de qualidade e prestígio. Não houve o cuidado de saber manter promover o nível e a qualidade do comércio local.
    Vivo na esperança de que os herdeiros ganhem coragem e consigam encontrar um local digno e cuidado onde se possam reinstalar.

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